Nunca fiz promessas pra não quebrar a cara
Eu sou a vida sem pressa, que em palavras se expressa
Eu trago em vice e em versa uma sonoridade já rara
Eu trago a rima que se processa entre o monólogo e a conversa
Sou tudo aquilo que interessa, mas que ninguém repara
Somos uma só peça que nem a morte separa
Sou tudo o que disse e o que dizia
Sou tudo o que falo e penso
Eu sou a prática e a teoria, a verdade e a ironia
Sou a tristeza e a alegria, a força da rebeldia
Eu sou a noite que rasga o dia, com diferente e venço
Quem falava, mas mentia
Rimas são melodias que me destraem quando estou tensa
Eu sou palavras inesperadas que saem de forma espontânea
Sou melodias de baladas, palavras doces e delicadas
Eu sou notas de piano tocadas por delicadas mãos de fada
Sou música fabricada de forma subterrânea
Sou tempestade e trovoada
Sou a partida e a chegada
Sou a saida e a entrada
Eu sou a palavra e a letra, sou a tinta e a caneta
Que viaja como cometa entre as estrelas e planetas
Como sempre faço o que quis, digo aquilo que ninguém diz
Porque sou marca e cicatriz, como diamantes e rubis
Eu sei que sou diferente, mas vou me manter igual
Quem sabe como eu sou sempre, sabe que isso é vital
Eu não sou influenciável, e não quero o brilho de ninguém
Embora eu não seja sempre amável comigo, estou sempre de bem
Quem está comigo todos os dias, sabe bem como eu sou
Este é o som que me dá alegria até mesmo quando eu não estou
Eu sou simplesmente aquilo que acreditam que eu sou!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
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